Postado em Sobre nada... sobre tudo! em 6/setembro/2009 por Marina

Queridos, mudei de vez para o blogspot.

http://donadaedetudo.blogspot.com

Abraços!

Mudança…?

Postado em Sobre nada... sobre tudo! em 2/julho/2009 por Marina

Sim, o blog vai mudar em breve. Aguardem.

:)

Postado em Sobre nada... sobre tudo! em 2/julho/2009 por Marina

O Inferno São Os Outros – Detonautas Roque Clube

O que seria da tua beleza
Se eu fechasse meus olhos pra você.
Do que adiantaria essa tua ideologia
Se tua própria liberdade se transformasse em opressão
Escute o meu silencio
Talvez você nem tenha percebido
Que eu te quis também
Se ao menos eu pudesse te mostrar que o inferno são os outros
Você não quis me escutar
Que o tempo não parou
Vou sair pra ver o sol
Vou mentir e dizer que eu não sou feliz
Vou sair pra ver o sol
Deixo a porta aberta e se quiser voltar
Mas saiba que eu também consigo viver só
A solidão que me ensinou a ser mais forte e a qualquer lugar eu vou sem medo
Você não quis escutar
E o tempo não parou
Você não quis me ouvir falar de nós
Deixo a porta aberta e se quiser voltar
Mas saiba que eu também consigo viver só
A solidão que me ensinou a ser mais forte e a qualquer lugar eu vou sem medo
Você não quis escutar
E o tempo não parou.

Acredito

Postado em Sobre nada... sobre tudo! em 26/junho/2009 por Marina

Acredito que tudo vai melhorar.
Acredito em fazer o bem para toda e qualquer pessoa.
Acredito no poder de um simples sorriso. Ele pode mudar o dia de alguém.
E meus dias já mudaram muito com o sorriso de pessoas que não são necessariamente as mais próximas de mim.
Acredito no poder da música, da arte, das palavras. Palavras ditas e escritas.
Acredito no poder do tempo.
Acredito que não devemos tentar agradar alguém, se tentamos o resultado pode ser o oposto ao desejado. Agrade com a verdade e não com tentativas forçadas.
Acredito em se priorizar, embora isso, muitas vezes seja díficil de fazer.
Acredito na felicidade interior, nas pequenas e simples conquistas.
Acredito que neste plano espiritual a vida é como um roteiro bem escrito. Possui começo, meio e fim.
Acredito que uma das minhas muitas e longas histórias chegou ao fim.

Lição real nº1

Postado em Sobre nada... sobre tudo! em 22/junho/2009 por Marina

Sorriso de miss. De novo ele, escancarado e forçado a quem enxergasse apenas a superfície.
Por trás dele estavam palavras que eram contidas. A exaustão de quem se coloca pronta para ajudar (um pseudo-ofício full time em família), exaustão de noites mal dormidas, sofridas e chorosas (quem foi que disse que as pequenas feridas são as que menos doem?), exaustão de ser multi. Multi-tarefa, multi-profissional. Saudade de ser apenas profissional. Saudade de poder focar.
Saudades… tantas e imensionáveis. Psique abalada, atormentada. Se eu estou oferecendo socorro, pq recusam? Intocável? Eu?
Superfície, sempre ela… a superfície…

Era assim que eu estava até que ela bateu na janela do carro. Olho nos olhos, um sorriso meu, verdadeiro, entregue aos seus olhos.
- A moça quer um pano de prato?
- Desculpa, não hoje. Acabei de olhar a carteira e nem centavo furado eu tenho! hehe – Disse minha mãe, também sorrindo.
- Não tem problema, moça. Eu posso não ter vendido um pano de prato, mas o sorriso de vocês já salvou o meu dia.

Mais conversa, olhos nos olhos e sorrisos. No fim, foi ela quem salvou o meu dia.

Don’t look back in anger, at least not today…

Postado em Música pra alma em 14/maio/2009 por Marina

“Take me to the place where you go
Where nobody knows if it’s night or day
But please don’t put your life
In the hands of a Rock’N Roll band
Who’ll throw it all away”

Ponte Aérea

Postado em Sobre nada... sobre tudo! em 10/maio/2009 por Marina

Roubei o texto abaixo, deixo o link e o crédito.
Cah realmente converteu meus sentimentos em palavras.

Ponte aérea
Escrito por Camila Francine

Já é madrugada!
E mais uma vez estou tentando pensar em como seria se eu estivesse ai ou você aqui.

Há pouco falávamos sobre camas vazias e desejos contidos.
Sabe, essa distância não é a solução da qual precisamos

A intensidade é o nosso sobrenome mesmo antes de nos tocarmos de fato.
Na verdade eu não sei ser pouco intensa ou não ser intensa.
Adoro mergulhar de cabeça em amores proibidos ou complicados.

O que era pra ser um erro é sempre o meu maior prazer!
E por prazer eu renuncio tudo o que for preciso.
Essa vida vai acabar e desperdiçá-la não é o meu objetivo, amor!

“Posso cozinhar pra você?”
“Posso arrumar a cama pra você?”
“Posso te beijar quando o dia nascer?”

” Bom dia, meu amor “

“ Posso passar os finais de semana, tensa?”
“ Posso sentis ciúmes?”
“ Posso te beijar, aqui e agora?”

Na verdade, pouco me importa se o cenário é paulista ou carioca.
O que eu quero mesmo é viver essa história em qualquer canto do mundo.

Vem comigo,me deixa arrumar essa camisa!
Me deixa jurar amor eterno.
Me deixa ficar aqui.

Me ajeita nos seus braços.

“Posso morar no seu abraço?”

Canta pra mim…qualquer coisa, até o sono chegar!

Are you ready to rock? (6)

Postado em Sobre nada... sobre tudo! em 1/maio/2009 por Marina

Sempre brinco que vou pro tal do Inferno e que lá vou ficar muito bem pq estarei junto da família e amigos, mas agora é verdade. Dia 15 de Maio, boa parte do meu querido inferninho particular me aguarda. =D
Alguém topa me fazer cia nesse momento histórico?
A quem gosta de boa música, fica o convite.

Heaven and Hell (Black Sabbath c/ Dio heheh) – Heaven and Hell

Sing me a song, you’re a singer
Do me a wrong, you’re a bringer of evil
The Devil is never a maker
The less that you give, you’re a taker
So it’s on and on and on, it’s Heaven and Hell, oh well

The lover of life’s not a sinner
The ending is just a beginner
The closer you get to the meaning
The sooner you’ll know that you’re dreaming
So it’s on and on and on, oh it’s on and on and on
It goes on and on and on, Heaven and Hell
I can tell, fool, fool!

Well if it seems to be real, it’s illusion
For every moment of truth, there’s confusion in life
Love can be seen as the answer, but nobody bleeds for the dancer
And it’s on and on, on and on and on….

They say that life’s a carousel
Spinning fast, you’ve got to ride it well
The world is full of Kings and Queens
Who blind your eyes and steal your dreams
It’s Heaven and Hell, oh well
And they’ll tell you black is really white
The moon is just the sun at night
And when you walk in golden halls
You get to keep the gold that falls
It’s Heaven and Hell, oh no!Fool, fool!
You’ve got to bleed for the dancer!
Fool, fool!Look for the answer!
Fool, fool, fool!

Fucking great drum *-*

Epitáfio… de uma relação Filha x Pai

Postado em Pessoal, Tristezas fortificantes em 27/abril/2009 por Marina

A nossa história a gente escreve, mas não sozinhos. Existem os co-autores e colaboradores pra nos ajudar com o desenrolar da trama. Traduzindo, família e amigos. Mas ainda assim, somos nós que tomamos essa ou aquela decisão. Diria Sérgio Britto: “A cada um cabe a alegria e a tristeza que vier”. E é assim que vejo, friamente, minha relação com meu pai.
Ele nunca foi presente, nem quando conviviamos sob o mesmo teto. E tal convivencia se deu até meus 10 anos. Pra mim, a questão sepação não era novidade. Na escola, 70% dos colegas de sala tinham pais separados e mantinham relações saudáveis com seus pais. Aliás, pela ingenuidade, viam até certas vantagens que só crianças enxergam: duas casas, passeios e mimos em dobro, além das comemorações tbm em dobro. Mas meu caso não foi esse.
Cresci com raras visitas e contatos, por opção dele. Não entrarei nos detalhes sobre meus problemas com meu Pai. Esses só dizem respeito a mim, a quem passou por tudo comigo e aos amigos com os quais ao longo da vida confidenciei minhas tristezas, frustrações e esperanças em relação a ele.
O fato é que com as escolhas que fez, ele foi escrevendo o caminho até a morte de nossas relações como Pai e Filha. Como ser humano, não cabe a mim julgar seus motivos. Esses, eu realmente nunca entendi. Sofri repetidamente e incessantemente com suas escolhas e sim, sofro até hoje. Mas pra amenizar isso tudo, para mim (claro!), resolvi que seria minha a responsabilidade de ESCOLHER parar de sofrer por querer que tivessemos uma relação quando notóriamente isso já não era possível. Dei o golpe final e cortei totalmente o contato. Precisava mesmo curar minhas feridas.
Quando meu primo faleceu ano passado, houve a proposta de retomarmos o contato de forma clara, limpa e adulta. Mas isso não era nenhuma novidade. Inumeras foram as vezes que aceitei uma proposta como essa e nada, nada mesmo, em suas atitudes mudou. Novidade seria uma mudança de comportamento dele.
Mas quem tem consciencia de que a fumaça de cigarro é altamente nociva a saude de sua filha e não titubeia antes de acende-lo ao seu lado no espaço mínimo de um carro é totalmente incapaz de mudar. Meu aniversário foi pouco depois da tal proposta e quando minha Vó ligou para me parabenizar ele estava ao seu lado. Quem quer reaproximação, no mínimo, por educação ou consideração pediria p/ falar comigo ou ao menos mandaria parabéns, certo? Pois tal consideração e educação inexistiram e do outro lado da linha transpareceu uma mãe e avó sem graça pelo gélido “não, não quero falar nada”. Eu poderia ter feito o maior estardalhaço no telefone, mas na altura do campeonato eu já estava calejada e se o fizesse, não seria quem sou.

Sabado, vespera de Pascoa, almoçando com minha vó paterna, descubro que naquela semana ele havia sido internado. Obesidade + Fumo + Bebida – Exercicios = duas obstruções no coração devidamente removidas. Data de alta? Dia seguinte.
Eu iria ao hospital, SE tivessem me avisado. MAS não avisaram. Respeito ele e tenho senso de humanidade, por mais que eu já tenha passado por muita coisa (como definiu o sapinho com quem desabafei) por conta dele, eu nunca desejei mal ou quis dar um murro na cara dele (como comentou minha amiga L.). Eu teria deixado de lado as rusgas, e não iria ve-lo como Pai. Mas como alguém que participou e tem importancia na minha vida. TINHAM SIM QUE TER ME AVISADO. Sou filha ou não sou?
A sensação que ficou depois disso foi muito ruim. E agora vocês vão saber a dúvida que me consumiu por alguns dias:

Ele pediu pra não nos avisarem ou TODA a família (e isso inclui a Tia que pediu que eu ouvisse atentamente a proposta de reaproximação) ESQUECEU que existimos???

Devil wouldnt recognize you

Postado em Sobre nada... sobre tudo! em 14/abril/2009 por Marina

A quem não sabe, eu fui ver Madonna. (Eu sei que faz tempo, não se engane com o Post.)
E, no show, um dos pontos altos, foi esse trecho aqui. Confesso que uma lágrima caiu.
Não por ser Madonna, mas pela beleza da música e pela dramaticidade do momento.

Posto o video agora, pq preciso encontrar uma força dentro de mim pra passar por esse momento difícil, que assim que estiver com a cabeça em ordem relato pra vocês.

A todos, que me acompanham, perto ou longe: AMO VCS!

Dança da Solidão – Marisa Monte

Postado em Sobre nada... sobre tudo! em 13/abril/2009 por Marina

Solidão é lava
Que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo…

Solidão, palavra
Cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão…

Refrão:
Viu!
Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão…(2x)

Camélia ficou viúva,
Joana se apaixonou,
Maria tentou a morte,
Por causa do seu amor…

Meu pai sempre me dizia:
Meu filho tome cuidado,
Quando eu penso no futuro,
Não esqueço o meu passado
Oh!…

Refrão (2x)

Quando vem a madrugada
Meu pensamento vagueia
Corro os dedos na viola
Contemplando a lua cheia…

Apesar de tudo existe
Uma fonte de água pura
Quem beber daquela água
Não terá mais amargura
Oh!…

Refrão (2x)

Danço eu, dança você
Na dança da solidão…(2x)

Desilusão! Oh! Oh! Oh!..

—————————————–

E hoje, tudo que eu precisava era de alguém pra ficar em silêncio comigo.

Eu odeio pink, mas existem exceções…

Postado em (ir)realidades, Do nada..., Momentos mágicos, Pessoal, Sobre nada... sobre tudo! em 5/abril/2009 por Marina

Eu lembro bem que quando comecei a ler suas palavras, foi paixão a 1ª vista. Eu estava no horoscopo do Terra e uma coisa levou a outra e assim a encontrei. De uma forma muito estranha, além de me identificar com os textos como personagem, me identifiquei com o estilo da escrita.
Foi exatamente assim que Martha Medeiros entrou em minha vida e eu aguardava a publicação de novos textos uma vez por semana.
Eu nem sabia que ela além de colunista do Terra também escrevia livros. Só descobri quando publicou uma prévia do seu livro Divã, que na época, estava em lançamento.
A prévia era exatamente essa abaixo. Logo me vi pesquisando o preço em livrarias virtuais e quando o meu novo companheiro pink (sim, o livro, ao menos na edição que possuo, é pink) finalmente chegou eu me entreguei. Na verdade, já estava entregue há tempos pq tenho muito de Mercedes.
Digo tudo isso pq estou animada com o lançamento do filme. Admiro o elenco e as expectativas são grandes, principalmente sobre Lilia Cabral, que já viveu a personagem nos palcos. Tenho certeza absoluta que continuarei preferindo o livro e que quem um dia vier a ler também irá preferir.
Não se assustem. O livro é pequeno, e quem apenas vê a capa nunca o compraria. Mas em apenas uma tarde eu chorei e gargalhei e poucos são os livros que me prendem assim. Mas Mercedes, Medeiros e seu Divã conseguiram. Talvez pq como a quarentona Mercedes eu seja muitas mulheres numa só, e alguns homens também.

“Não sei bem o que dizer sobre mim. Não me sinto uma mulher como as outras. Por exemplo, odeio falar sobre crianças, empregadas e liquidações. Tenho vontade de cometer haraquiri quando me convidam para um chá de fraldas e me sinto esquisita à beça usando um lencinho amarrado no pescoço. Mas segui todos os mandamentos de uma boa menina: brinquei de boneca, tive medo do escuro e fiquei nervosa com o primeiro beijo.
Quem me vê caminhando na rua, de salto alto e delineador, jura que sou tão feminina quanto as outras: ninguém desconfia do meu anti socialismo interno.
Adoro massas cinzentas, detesto cor-de-rosa. Penso como um homem, mas sinto como mulher. Não me considero vítima de nada. Sou autoritária, teimosa e impulsiva . Peça para eu arrumar uma cama e estrague meu dia. Vida doméstica é para os gatos….
Tenho um cérebro masculino, como lhe disse, mas isso não interfere na minha sexualidade, que é bem ortodoxa. Já o coração sempre foi gelatinoso, me deixa com as pernas frouxas diante de qualquer um que me convide para um chope. Faz eu dizer tudo ao contrário do que penso: nessas horas não sei onde vão parar minhas idéias viris. Afino a voz, uso cinta-liga, faço strip-tease. Basta me segurar pela nuca e eu derreto, viro pão com manteiga, sirva-se.
Sou tantas que mal consigo me distinguir.
Sou estrategista, batalhadora, porém traída pela comoção. Num piscar de olhos fico terna, delicada. Acho que sou promíscua. São muitas mulheres numa só, e alguns homens também.”

Martha Medeiros, Divã.

A palavra – certa e errada

Postado em Sobre nada... sobre tudo! em 23/março/2009 por Marina

Palavras tem força. Palavras estão sujeitas a interpretação.
Eu gosto delas, até das possibilidades de interpretação, mas em certos momentos gosto e necessito de clareza. Odeio coisas subentendidas, deixadas no ar.
Gosto de quem pensa antes de falar. Talvez por isso eu pense muito e fale pouco. Até peco hora ou outra por não responder na lata quando deveria.
Todas as pessoas deviam ter consciencia da importancia do bom uso das palavras, que escolher qual usar é primordial.

Digo tudo isso pq uma palavra tem tirado meu sono (exagero, mas chateou muito). Só uma palavra.
Existiam várias para serem utilizadas, mas a escolhida foi aquela que nada significa, que deixa tudo no ar. A escolhida foi uma de várias interpretações dentro da sentença (justamente pela falta de significado), justamente em algo que era necessario ter uma palavra clara empregada.

Acreditem, as palavras certas eram inumeras e só o que eu posso dizer agora é que depois disso, tudo passará por um processo de resignificado. O meu passado e futuro.

Faltando um Beijo – Banda Eva

Postado em Sobre nada... sobre tudo! em 25/fevereiro/2009 por Marina

Composição: Saulo Fernandes / Sérgio Fernandes

Como mostrar que te quero pra mim?
Como dizer tudo que eu preparei?
Como fingir se eu já me entreguei a você?
Quando me debrucei nos teus braços e descansei…
Como lembrar de você e não sorrir?
Como falar de você e não cantar?
Como saber se é certo sonhar com você?
Se eu devo seguir os seus passos e acreditar
No amor que escolheu a nossa casa pra morar

Ta faltando um beijo no final
Pra mostrar o quanto é natural

Gostar de alguém como você
Que insiste em dizer
Que só me quer bem

AME! Ame muito. Muito AME.

Postado em Sobre nada... sobre tudo! em 25/fevereiro/2009 por Marina

Tá achando que vou falar de amor? Enganou-se. Vou falar sobre AME.
Não sabe o q é, né? Normal, pouca gente sabe. Eu também não sabia até… (pausa p/ contar)… mais ou menos 2 anos atrás.
Antes mesmo de falar o que é AME, explico o pq deste post. Comentei com alguns amigos de fora do curso que estou fazendo que falaria sobre o assunto para meus colegas de sala e o que eu mais ouvi e li foi: “Também quero entender sobre isso, posso ir?”. Teve até gente pedindo pra que caso fosse gravado eu mandasse a fita/dvd p/ assistir e aprender também. Aí caiu a ficha, eu TENHO que falar no meu blog sobre isso!
Agora sim, AME é a abreviação de Amiatrofia Espinhal. Uma doença neuromuscular degenerativa “rara”. E claro, com uma abreviação tão linda quanto essa, só poderia ser o que “dizem” que tenho. Explico as aspas logo mais.

A Amiatrofia Espinhal é uma doença que no quadro amplo causa a fraqueza muscular. Então, a recomendação explicita é evitar a todo e qualquer custo a fadiga. É importante dizer, p/ começo de conversa, que existem vários tipos de AME. Esses tipos são especificados por números e geralmente tem relação com a idade em que os sintomas se apresentam, mas principalmente com a severidade da doença. Não vou entrar em assunto genético, nunca entendi e pouco quis saber sobre isso. Me interessam mais as implicações e suas consequências no dia-a-dia do que qualquer outra coisa. Preciso dizer também que hoje em dia, por um simples exame de DNA você pode saber se tem AME ou não.

AME tipo I – é o mais severo, a doença logo é detectada já que as crianças geralmente saem da sala de parto e vão direto pra UTI. Existe uma enorme dificuldade pra que essas crianças saiam dos hospitais e conheçam suas casas. Muitas, nunca conhecem. Elas dependem de acompanhamento 24h com direito a respiração mecanica, alimentação via sonda, aspirações e etc.
AME tipo II – é detectada ainda enquanto bebê/criancinha. Aquela fase linda de desenvolvimento, engatinhar, ficar de pé, andar… muitas vezes fica só na tentativa. Eu mesma parei logo ali no tapete da sala, com o poposão pra cima, balançando numa tentativa de engatinhar, depois de se espatifar no chão acho que notei que fazia mais sentido ficar só sentada do que dar com a cara no tapete toda vez.
Existem ainda a AME III que aparece em crianças, adolescente e adultos e a AME IV que é mais na fase adolescente e adulta. Esses muitas vezes andam com alguma dificuldade.

Além da locomoção e força “braçal”, as maiores dificuldades para quem tem AME são ligadas ao quadro respiratório, escoliose e cifose. Tudo pq pulmão, estomago, epiglote, sustentação da coluna, etc (tá bom, o corpo todo)… funcionam, e você nem se dá conta, por movimentação/força muscular.

A falta de força não colabora na hora de tossir. Falta força pra mandar o ar lá pra China, sabe?rs Aí você me pergunta: mas e pra virar um balãozinho cheio de ar e sair voando pelo céu, não falta força? Falta, falta sim. Nossa capacidade respiratória é sempre bem menor que a padrão, mas tosse é sempre sinal de algum tipo de obstrução nas vias respiratórias e aí sozinhos não damos conta não, ao menos não sempre. Agora, compare o corpo com uma máquina. Quando vc deixa a TV no stand-by ela continua ligada, consumindo energia/força porém em quantidade beeeeeeem menor, não é assim? Então se seu corpo entra em stand-by, ou seja, se você dorme, você tem bem menos força e aí o bicho pega. A força que vc tinha pra respirar diminui drasticamente e teu sangue passa a ter menos oxigênio. Pra que a gente não entre no céu (ou no inferno hehe) antes da hora, inventaram um tal de BiPap que é um respirador mecanico que joga o ar nos nossos pulmões preguiçosos enquanto a gente se esbalda no mundo dos sonhos.

Lembram daquelas aspas? Usei pq até hoje eu não tenho 99% de certeza do que eu tenho. Quando pequena tive dois diagnósticos, Sindrome de Wermining Hoffman (que fiquei sabendo meses atrás que é AME I) e Distrofia Muscular, a única certeza que deram pra minha família foi a clássica estimativa de dois anos de vida. Então fui sendo tratada a moda do Dr. House, trouxe benefício continua, não trouxe, descarta. Quando fui pra AACD nos anos 90 e tantos, levei esses diagnosticos e lá fiz o teste de DNA, o médico todo confiante no resultado e na hora que ele abriu o envelope veio um surpreendente negativo para os dois. Desde então sou tratada pelo quadro geral como AME II. Talvez por isso o meu pouco caso com nomes das patologias, pq na verdade pra mim o nome não faz diferença alguma, o que importa é se eu tô vivendo e vivendo bem!

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